segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Procrastinação na adolescência: Por que é tão difícil começar? (Parte 2)

 8) Dê espaço para o lazer sem culpa

Descansar não atrapalha, descansar sustenta. Momentos de lazer equilibram seu sistema emocional, reduzem o estresse e renovam sua motivação. Eles garantem que você não chegue esgotado nas atividades mais difíceis. E no fim das contas, equilíbrio é uma das armas mais poderosas contra a procrastinação.

9) Crie uma rotina

Ter um rotina é uma das formas mais eficientes de vencer a procrastinação, o planejamento auxilía muito nesse processo. Comece simples, como definindo horários básicos para acordar, estudar, descansar e fazer suas outras tarefas. Essa estrutura dá expectativa ao cérebro, reduz a ansiedade e evita o "não sei por onde começar". Com o tempo, tudo fica mais automático e o ato de procrastinar vai perdendo o espaço.

Para finalizar, têm mais algumas coisas que são importantes de lembrar:

  • Você não precisa esperar a vontade aparecer para começar. Ela raramente chega assim do nada, na vida real, é a ação que cria motivação, não o contrário. Então, às vezes, basta dar aquele mini passo inicial, mesmo sem estar 100%, para o resto fluir.
  • Comparar o seu ritmo com o dos outros é uma armadilha silenciosa. Cada pessoa aprende, produz, sente e vive de um jeito completamente diferente. O que funciona para alguém pode não funcionar para você, e tudo bem. Seu tempo não é atraso, é apenas o seu tempo.
  • Errar, travar, tentar de novo, isso faz parte do processo de qualquer pessoa. A procrastinação não desaparece como um passe de mágica, mas você pode sim reduzir o impacto dela. E isso já é uma vitória enorme.
  • E claro, seja gentil com você mesmo. Autocobrança excessiva não te deixa mais produtivo, ela só aumenta o peso, o medo e o ciclo de adiantamento. Se tratar com mais leveza não é preguiça, é maturidade emocional.
No fim das contas, procrastinar não faz de você alguém incapaz ou desorganizado, faz você humano. A adolescência já é cheia de descobertas, expectativas, inseguranças e pressões invisíveis. É natural sentir medo, cansaço ou dúvida diante de tudo isso. Mas, passo a passo, com estratégias simples e consistentes, é possível construir uma rotina mais leve, consciente e equilibrada. E quando você percebe, as coisas começam a fluir, não porque você virou alguém perfeito, mas porque aprendeu a se entender, se respeitar e agir no seu próprio ritmo. E é isso que no fundo, faz toda a diferença.

Procrastinação na adolescência: Por que é tão difícil começar? (Parte 1)

 Quem nunca se pegou dizendo "só mais cinco minutinhos", "daqui a pouco eu começo" ou "depois eu faço"? A verdade é que todo mundo já viveu esse momento em que a gente sabe exatamente o que precisa fazer, mas parece que existe uma força invisível puxando para longe da responsabilidade. E na adolescência, essa sensação costuma ser ainda mais intensa.

Todos já tiveram esse momento de olhar para a tarefa, sentir o peso do que precisa fazer e sem nem perceber estar rolando o feed, assistindo vídeos e prestando atenção em tudo menos no que realmente importa. É uma mistura de culpa, cansaço, medo, preguiça e ao mesmo tempo um alívio momentâneo muito difícil de resistir. Procrastinar não é só não querer fazer, é sentir o corpo pesado, a mente dispersa, o tempo passando rápido demais e mesmo assim não conseguir começar. E é esse conflito interno entre o que sabemos que precisamos fazer e o que conseguimos fazer que transforma a procrastinação em algo tão presente na vida de tantos adolescêntes. Afinal, ninguém nasce sabendo lidar com a pressão, expectativas, medo de falhar e cansaço emocional. E é aí que a procrastinação aparece, quase como um pedido silencioso de pausa, mesmo quando ela chega no pior momento possível.

Superar a procrastinação pode até parecer uma missão impossível, mas na verdade ela começa com passos pequenos e consistentes. Não adianta mudar tudo de uma vez, o segredo está em criar hábitos simples que juntos fazem uma diferença enorme. Se  você quer mudar mas não sabe por onde, essas estratégias podem servir como um pequeno auxilio e empurrão:

1) Entenda o que te trava 

Antes de querer correr, vale a pena perguntar o que está me segurando. Às vezes é puro desinteresse, outras vezes é o medo do julgamento, da falha ou da sensação de incapacidade. Quando você identifica o "gatilho", deixa de lutar no escuro. Fica mais fácil criar soluções que realmente fazem sentido para você, e não aquelas receitas prontas que nunca funcionam na prática.

2) Misture o útil ao agradável

Tem tarefa que parece que pesa só de olhar né? Nessas horas, vale trazer para perto algo que te satisfaz, como uma música que você ama, uma bebida gostosa, ou até uma companhia de alguém tranquilo. É como se você dissesse ao seu cérebro "isso não é tão ruim quanto parece". E por incrível que pareça, funciona. 

3) Divida tarefas grandes em partes menores

Quando você olha para uma tarefa gigante, a primeira reação é fugir. Mas se você transformar essa obrigação em pequenas partes, em passos simples, ela deixa de ser assustadora. E cada etapa concluída vira um motivo para comemorar que te impulsiona para a próxima. É assim que nasce aquele efeito das pequenas vitórias, uma conquista puxa a outra.

4) Dê limites ao seu tempo

Ao invés de tentar fazer tudo, escolha focar em algo por 20 minutos. Quando existe um prazo pequeno, claro e realista, a mente coopera melhor. As distrações perdem força. A tarefa ganha forma. O foco aparece como mágica, mas é pura estratégia.

5) Uma coisa por vez

Multitarefa parece eficiente, mas só cansa. Nosso cérebro trabalha muito melhor quando recebe uma missão clara por vez. Então faça o que precisa ser feito, conclua, dê uma pausa curta, respire e só então vá para a próxima. Essa sequência cria um fluxo natural que facilita o foco e economiza energia mental.

6) Use seus horários de ouro

Todo mundo tem um momento do dia em que a mente brilha mais. Pode ser de manhã, de tarde ou até no meio da noite. Guarde suas tarefas mais exigentes para esse período. Como o cérebro gasta muita energia, tentar forçar produtividade no seu "pior horário" é pedir para travar, e aí você sabe o que acontece, a procrastinação volta com força.

7) Cuide do básico pois eles não são básicos

Sono ruim, falta de movimento,pouca luz solar e alimentação desregulada não são detalhes, são bloqueios reais. Quando o corpo está cansado, o cérebro se protege buscando tarefas leves e rápidas. Ou seja, você procrastina não porque é preguiçoso, mas porque está sem combustível. O autocuidado é sua base de produtividade.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Cinema Brasileiro: Uma jornada pela história do cinema nacional (Parte 1)

 Quando o assunto é cinema nacional, muita gente já solta aquele famoso discurso “ah, filme brasileiro é muito ruim”, “filme brasileiro é fraco”, “Brasil não faz filme bom”. Mas será que essa ideia faz mesmo sentido? Ou é apenas um reflexo de preconceitos e desconhecimento? Por trás dessa opinião, existe uma indústria cheia de lutas, conquistas e produções que marcaram épocas e gerações, feitas por pessoas talentosas que colocam o Brasil no mapa do audiovisual mundial. Então, será que você conhece a história do nosso cinema e essas obras?

O cinema brasileiro começou lá no finalzinho do século XIX, quando os irmãos Paschoal Affonso e Segreto filmaram a Baía de Guanabara em 19 de julho de 1898. Apesar desse registro ter sido perdido, a data marcou o nascimento do nosso cinema, sendo conhecida como o dia do cinema brasileiro. Nos primeiros anos, tudo era improvisado, faltava eletricidade, as salas de exibição eram poucas e muitos filmes mostrados vinham de fora, principalmente da Europa. Mesmo assim, os primeiros cineastas brasileiros já registravam o cotidiano, as cidades, as festas e até alguns crimes que inspiraram ficções.

Mas essa fase durou pouco. Com a Primeira Guerra Mundial, a produção europeia caiu e os filmes estadunidenses começaram a dominar as telas brasileiras. Hollywood adentrou nosso cinema com histórias bem estruturadas, ritmo e finais felizes, um "padrão" que conquistou o público e enfraqueceu ainda mais as produções nacionais.

Mesmo nesse cenário, surgiram grandes estúdios como a Cinédia, nos anos 1930, que tentaram seguir um modelo mais profissional e até simpatizar com o estilo hollywoodiano. Foi nessa época que Carmen Miranda virou estrela e que o cinema sonoro finalmente ganhou força no Brasil. Pouco tempo depois, nos anos de 1940 e 1950, veio um dos fenômenos mais engraçados e populares do país, as chancadas. Eram comédias leves, divertidas e cheias de músicas, com figuras como Oscarito e Grand Otelo. A crítica repreendia, mas o público abraçava e lotava os cinemas.

Enquanto isso, outro movimento completamente diferente estava nascendo. No final dos anos 1950 e início dos 1960, jovens cineastas começaram a questionar essa tentativa de produzir um cinema "padronizado" no modelo de Hollywood. Assim surgiu o cinema novo, liderado por Glauber Rocha. A ideia era mostrar a realidade do Brasil sem maquiagem, destacando a pobreza, desigualdade, conflitos sociais. Era um cinema mais político, direto e cheio de significado. Filmes como Vidas Secas, Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe marcaram profundamente a história do audiovisual brasileiro.

Ao mesmo tempo houve também o cinema marginal, mais experimental e radical, que rejeitava qualquer forma tradicional de narrativa. Foi um período de busca por liberdade artística num país vivendo sob a pressão da ditadura militar.

Para tentar organizar e fortalecer a indústria, o governo criou em 1969, a Embrafilme, responsável por financiar, distribuir e incentivar o cinema nacional. Esse foi um momento importante pois vários filmes brasileiros passaram a circular mais, ganhar bilheterias enormes e alcançar o público de forma muito mais ampla. Dona Flor e Seus Dois Maridos, Os Trapalhões e diversos filmes comerciais marcaram presença forte nas salas.

Porém , nos anos 1980, o Brasil enfrentou uma crise econômica séria. O videocassete se popularizou, as pessoas foram menos ao cinema e a produção nacional despencou. a situação piorou de vez em 1990, quando o governo Collor acabou com a Embrafilme e praticamente destruiu o pouco avanço que ainda existia. Em 1992, por exemplo, só três filmes brasileiros foram lançados em todo o país.

Foi aí que, a partir de 1994, começou a fase chamada retomada. Novas leis de incentivo ressuscitaram o cinema nacional, e uma série de filmes importantes voltou a aparecer. Carlota Joaquina abriu caminho para obras como O Quatrilho, O Que É Isso, Companheiro? e Central do Brasil, que ganharam destaque internacional e até indicações ao Oscar. Apesar disso, ainda era difícil competir com Hollywood dentro do próprio país, mas o cinema brasileiro voltou a ter voz, qualidade e reconhecimento.

O filme que marcou o fim simbólico da retomada foi Cidade de Deus(2002), de Fernando Meirelles. Ele explodiu no mundo inteiro, recebeu quatro indicações ao Oscar e mostrou que o Brasil podia, sim, fazer cinema de altíssimo nível.

Depois disso, na fase chamada pós retomada, o cinema brasileiro se consolidou com produções comerciais de grande público, como Tropa de Elite, Minha Mãe É Uma Peça e De Pernas pro Ar, ao mesmo tempo em que produções independentes começaram a ganhar força em festivais internacionais. Diretores como Kleber Mendonça Filho, Gabriel Mascaro, Petra Costa e Anna Muylaert mostraram que o Brasil sabe fazer cinema diverso, corajoso e autoral.

Mesmo com crises recentes, corte de verbas e incertezas políticas, o audiovisual brasileiro continua vivo, agora contando também com o apoio de plataformas de streaming, da internet e das novas formas de produção.

Cinema Brasileiro: Uma jornada pela história do cinema nacional (Parte 2)

 Nossa história no cinema é cheia de altos e baixos, mas também é marcada por criatividade, resistência e talento. E quando a gente olha para tudo isso, aquela frase "filme brasileiro é fraco" perde completamente o sentido. Agora sabendo da nossa história, vamos conferir algumas produções que fizeram história e marcaram milhões de pessoas.

O Pagador de Promessas (1962) Direção: Anselmo Duarte

Zé do Burro carrega uma enorme cruz até uma igreja em Salvador para pagar uma promessa feita a Santa Bárbara, mas enfrenta intolerância e burocracia ao ser impedido de entrar. O filme critica o coque entre fé popular e instituições religiosas. ele se tornou um marco do cinema mundial e o único brasileiro vencedor da Palma de Ouro. 

Vidas Secas (1963) Direção: Nelson Pereira dos Santos

Acompanha uma família de retirantes e a cadela Baleia enquanto enfrentam seca, fome e miséria no sertão nordestino. Com estética dura e silenciosa, retrata a opressão e a invisibilidade social. É um dos filmes mais emblemáticos do cinema novo pela força realista de suas imagens.

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) Direção: Glauber Rocha

Manuel e Rosa fogem após Manuel matar o patrão e acabam divididos entre seguir um líder messiânico ou o cangaço. A obra mistura política, religiosidade e violência sertaneja para retratar a luta contra a opressão. É considerado um dos filmes mais importantes da história do cinema brasileiro.

Macunaíma (1981) Direção: Joaquim Pedro de Andrade

Macunaíma, um anti-herói preguiçoso, vive aventuras absurdas que revelam contradições sociais e culturais do Brasil. a narrativa mistura humor, fantasia e crítica social. Baseado no romance modernista, o filme ironiza a identidade nacional com atrevimento e estilo único.

Eles Não Usam Black-Tie (1981) Direção: Leon Hirszman

Retrata uma família operária dividida entre apoiar ou não uma greve, refletindo os conflitos entre militância, medo e sobrevivência. O filme mostra tensões políticas e afetivas no contexto do movimento sindical. Se tornou uma referência do cinema político brasileiro. 

Ilha da Flores (1989) Direção: Jorge Furtado

Através do percurso de um tomate, o curta expõe desigualdade, fome e consumo exagerado com humor ácido e montagem veloz. A narrativa demonstra como seres humanos acabam disputando restos com animais em um lixão. É um dos curtas mais premiados e impactantes do mundo.

Central do Brasil (1998) Direção: Walter Salles 

Dora e o menino Josué viajam em busca do pai dele, criando um vínculo de afeto durante o trajeto pelo interior do Brasil. o filme explora abandono, esperança e reconstrução emocional. Recebeu grande reconhecimento internacional e marcou a retomada do cinema nacional.

Tropa de Elite (2007) Direção: José Padilha 

Mostra a rotina violenta do BOPE sob a perspectiva do capitão Nascimento e denuncia corrupção, abuso de poder e desigualdade. Com linguagem intensiva e realismo brutal, gerou grande debate sobre segurança pública. Venceu o Urso de Ouro no festival de Berlim.

Minha Mãe É Uma Peça (2013) Direção: André Pellenz

A comédia acompanha Dona Hermínia, uma mãe exagerada e amorosa que enfrenta conflitos com seus filhos enquanto tenta lidar com sua vida familiar. O humor cotidiano revela afeto, caos e identificação com o público brasileiro. Se tornou um fenômeno de bilheteria também com suas sequências.

Cidade de Deus (2002) Direção: Fernando Meirelles e Kátia Lund

A narrativa acompanha Buscapé e o crescimento do crime organizado na favela Cidade de Deus ao longo de décadas. Com montagem ágil, violência crua e personagens marcantes, revela exclusão social e falta de oportunidades. É considerado um dos maiores filmes da história do Brasil.

Homem com H (2025) Direção: Esmir Filho

Documentário sobre Ney Matogrosso que revela sua vida artística, sua estética ousada e sua influência cultural no Brasil. A obra reúne entrevistas, bastidores e performances marcantes. Mostra a força de sua personalidade e importância na música nacional.

Bacurau (2019) Direção: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

Um pequeno vilarejo sertanejo desaparece misteriosamente dos mapas e descobre que está sendo caçado por estrangeiros. O filme mistura ficção científica, faroeste e crítica política ao falar de resistência comunitária. Se tornou um símbolo do cinema brasileiro contemporâneo

Madame Satã (2002) Direção: Karim Ainouz

Retrata a vida de João Francisco, artista e figura da Lapa nos anos 1930, conhecido como Madame Satã. O filme mostra sua luta contra o preconceito, violência policial e pobreza, ao mesmo tempo que exibe sua força e criatividade. É uma obra intensa sobre resistência e identidade.

 Carlota Joaquina (1995) Direção: Carla Camurati

Com muito humor e ironia , o filme revisita a chegada da corte portuguesa ao Brasil, ironizando eventos históricos e comportamentos da elite colonial. Mistura teatralidade com crítica política. Foi um dos títulos que marcou a retomada do cinema nacional.

Limite (1931) Direção: Mário Peixoto

Acompanha três personagens à deriva em um barco enquanto lembram seus passados através de imagens simbólicas e poéticas. Com estética experimental e narrativa não linear, discute liberdade, dor e memória. É considerado um dos filmes mais importantes e inovadores do cinema mundial.

Cabra Marcado para Morrer (1984) Direção: Eduardo Coutinho

Começou como uma ficção sobre um líder camponês, mas foi interrompido pela ditadura e retomado 20 anos depois como documentário. Revisita pessoas reais e mostra as marcas deixadas pela repressão política. É um dos maiores registros da memória social brasileira.

Bicho de Sete Cabeças (2001) Direção:Laís Bodanzky

Neto é internado à força em um manicômio, onde enfrenta maus tratos e abusos que revelam a violência do sistema psiquiátrico da época. A obra discute relação familiar, saúde mental e injustiça institucional. Baseado em acontecimentos reais.

Carandiru (2003) Direção: Héctor Babenco

Inspirado nos relatos do Dr. Drauzio Varella, retrata o cotidiano dos detentos do presídio Carandiru e suas histórias pessoais. O filme termina no massacre de 1992, denunciando o abandono e a brutalidade do sistema prisional. É marcante pela força de seu realismo social.

Depois desse passeio pelos filmes brasileiros, dá para ver como nosso cinema é muito mais rico do que muita gente imagina. Cada obra mostra um pedaço do país e nos faz olhar para nossa própria realidade de um jeito novo. Vimos que o cinema nacional não é só entretenimento, é conversa, reflexão e identidade. Agora que você já conhece tantas histórias, que tal compartilhar esse texto com alguém que ainda insiste em dizer que "filme brasileiro não presta"? Quem sabe essa pessoa descubra finalmente tudo o que nossa história cinematográfica oferece e representa!!