sábado, 5 de setembro de 2026

Sua região tem arte. E você, tá olhando? (Parte 1)

Conta para mim: Nesse último ENEM, você usou algum desenho animado de repertório para a sua redação, não foi? 

Nos últimos anos, tem se popularizado bastante fugir um pouco dos livros dos velhotes intelectuais para usar repertórios mais atuais, que fazem parte da vida dos vestibulandos. É uma prática que, com certeza, é muito interessante! Facilita nossos estudos e também, ajuda a olhar criticamente até as coisas mais rotineiras. 

Seguindo nessa linha, de olhar atentamente para cada cantinho do cotidiano, por que não consumir da arte local, apoiando as mentes criativas da nossa região, ao mesmo tempo que você garante sua vaga na facul? Te trago aqui, várias obras super interessantes para você se antenar e procurar mais manifestações desses artistas. Segue o fio: 

Danças urbanas 

fotos por Isabelli Alves 

    Você quer expressão e muita emoção? Seu pedido foi entregue. Essas fotos registraram diferentes apresentações em diferentes lugares: A primeira, é uma dançarina com menos de 12 anos em um solo de dança contemporânea, em Indaiatuba. Já as duas que seguem, são apresentações montadas do zero pelo Coletivo Corpo, de dançarinos de Salto e Itu. O grupo já levou sua arte para o FIH2, a maior competição de danças urbanas do país. A segunda imagem, é um momento da última produção do coletivo: Anátema, sobre uma bruxa que depois de queimada pela perseguição, ressuscita com uma grande maldição. Vale a pena conferir.

Danças Clássicas 

 

fotos por @m.felixx__   @011davizn_

    Do lado contrário de Anátema, nós temos artes mais eruditas. Essa imagem é um registro de dois dançarinos de ballet clássico, que estudam no Balled Studio de Dança aqui em Salto, e estavam representando a cidade em uma competição na capital! Pegaram estrada, e foram parar no Pas de Festival (diga-se por passagem, uma competição internacional tá?)

Artes Visíveis 

fotos por Ana Lara
    Essas são obras do Museu Asas de um Sonho, em Itu, organizadas pelo FAMA Museu. O foco do museu é valorizar a história da aeronáutica do mundo, mas também trazer um olhar para a arte contemporânea. A tela a direita, utiliza de um expressionismo figurativo para retratar figuras antropomórficas em interação. A tela a esquerda chega a utilizar argila e terra, além de tinta! Agora, acho que a interpretação fica por sua conta. 

A sua região tem arte. E você, ta olhando? (Parte 2)

 Artes cênicas 

fotos por Lucas Oliveira Silva 
    Aqui, além do drama tem risada. Essas são apresentações que foram todas feitas aqui na cidade de Salto. A primeira imagem e a terceira imagens, capturam peças organizadas pela escola CAEL. Uma, chama-se "Arlequim: o chefe de dois amos" e a outra "A alma boa de Set Suan". Mas o melhor a gente deixa por último né? A segunda foto foi tirada de uma peça 100% de autoria do nosso grupo de teatro do IFSP em 2025. A adaptação do livro Capitães de Areia para uma peça dramática foi feita por alunos do campus, que deram vida a trama com toda impetuosidade.

Artes Plásticas 
fotos por Ana Lara 
    Para finalizar, trago dose dupla. Essas obras também estão expostas pelo FAMA Museu, em Itu. A primeira obra é feita pelo artista Henrique Oliveira, que é conhecido por misturar arquitetura, matéria orgânica e formas escultóricas. Nessa em específico, foi usado bambu e muita técnica de arquiteto para manter tudo de pé. Matéria orgânica também está presente na próxima obra, de Marcos Amaro (fundador do museu). Ele utiliza ossadas bovinas enfileiradas, para remeter ao clico da vida, à memória e à ruína. 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Aos 17, ainda temos tempo: vestibular e medo de escolher errado (Parte 2)

Só que saber que podemos recomeçar não faz o medo sumir. Ou pelo menos ninguém na hora do vestibular vai pensar nisso. Essa liberdade de escolher já não ajuda muito nessa situação, se você não escolher direito, você erra. Os meses de estudo, meses de tanto rachar a cabeça escolhendo o que cursar parecem servir também como mais motivo para a ansiedade atacar. Porque agora existe uma prova entre você e o próximo passo da sua vida.

Você começa a contar quantas questões precisa acertar, compara suas notas com as dos outros, olha para tudo que ainda não conseguiu estudar. Se esquece de todos os simulados, cada matéria que você não lembra aumenta o desespero. De repente, você passa mais tempo da prova pensando no que poderia ter feito, do que nos seus estudos.

E é no meio do desespero da prova que você, ironicamente, não pode pensar no que vai ser do futuro. Naquele momento, não adianta tentar descobrir se você vai passar, se escolheu o curso certo ou se o que você colocou no gabarito tá certo ou errado. A prova está ali, na sua frente, o futuro pode esperar. 

É claro que não passar pode ser frustrante. Sensação de tempo perdido. Mas ninguém sabe o que vai ser do resultado. E se não passar? Do que adiantaria ficar se martelando? 

Talvez a gente coloque responsabilidade demais em uma única prova. Como se aquele resultado fosse ser definitivo. Mas vestibular é uma prova, não uma previsão do resto da sua vida. Você pode passar, não passar, tentar de novo, mudar de curso ou, quem sabe, virar padeiro.

Então estude. Faça o seu melhor. Leve o vestibular a sério, mas não fique se martelando para ter uma resposta hoje, de como será amanhã. A maioria dos vestibulares começa em 2 meses, é o suficiente para revisar o necessário, parar, respirar e soltar esse peso de decidir seu futuro hoje.

Aos 17, ainda temos tempo. Talvez lembrar disso não faça o vestibular dar menos medo. Mas pode ajudar a lembrar que, por mais importante que ele seja, ainda é melhor fazer o possível agora e não se perder em possibilidades que não sabemos se realmente acontecerão.


Aos 17, ainda temos tempo: vestibular e medo de escolher errado (Parte 1)



Durante a Segunda Guerra Mundial, um aluno jovem procurou seu professor em busca de um conselho. Ele precisava tomar uma decisão que parecia impossível: ficar em casa para cuidar de sua mãe ou partir para longe lutar contra os alemães em um combate sangrento e vingar o nome de seu pai e irmão que morreram servindo. Qualquer decisão parecia como enfiar uma faca de dois gumes no peito. Se ele ficasse com a mãe, aquela vontade ardente que tinha de combater talvez o consumisse para sempre, se servisse, nada iria garantir que ele não passaria anos assinando papéis ou talvez morresse em combate, deixando sua mãe sozinha.  O nome do professor era Jean Paul Sartre e a única resposta que ele pôde dar foi “Você é livre, escolha, ou seja, invente”.

Com 17 anos, felizmente, a nossa situação não exige nenhuma luta sangrenta nem perigosa. Mas toda a sociedade espera que você saiba escolher uma profissão, e mais, que você escolha e passe logo em um vestibular de 180 questões que vai decidir quem você será na vida.

Não basta prestar vestibular, tem que passar logo no terceiro do ensino médio. Não basta passar, ainda fica o medo e a agonia de ter tomado a decisão errada. Essa pressão toda é sufocante para qualquer aluno que busca entrar na faculdade.

Temos que admitir, Sartre tinha um ponto. Pergunte a 1000 pessoas e terá 1000 respostas diferentes. Cada pessoa irá te dizer que tem um caminho melhor, uma profissão mais segura, uma escolha mais realista, menos ingênua. Haverá até aqueles que querem se aproveitar da sua insegurança para vender cursos inúteis como única maneira de dar certo. Seus pais pensam algo, seus professores tem outras ideias e seus amigos outras mais diferentes. Nenhum deles está certo, muito menos errados. E no final das contas, mesmo que você esteja decidindo pelo que ouviu, já está tomando uma decisão. E se não existe decisão errada, será que você deveria se pressionar tanto a ter uma escolha perfeita?

A verdade é que você está condenado a ser livre, como dizia Sartre. Estar aprisionado pela própria liberdade soa bem contraditório, mas o que isso quer dizer é que não podemos fugir da necessidade de escolher, porque até mesmo não escolher é, no fundo, uma decisão que é tomada. Assim como o aluno não poderia ter certeza de nada, tal é o estudante que está incerto sobre sua futura carreira. Quem sabe o que pode acontecer? Nada garante que você vai se arrepender, nem que vai gostar, e nenhuma das duas possibilidades significa que tudo dará errado.



Isso é o que mais dá medo. Tomar uma decisão e querer ter certeza de que tudo vai dar certo. Queremos saber que a profissão escolhida vai nos fazer felizes, que o curso vai ser como imaginamos e que, depois de alguns anos, vamos acertar de primeira. Mas não existe um jeito de saber. O importante é que estando livres a tomar nossas decisões, também estamos livres a recomeçar sempre que quisermos. Tem tempo para errar, para pensar e, para no meio disso tudo, encontrar nas nossas decisões o que nós queremos ser.


quarta-feira, 29 de julho de 2026

Procura-se: um emprego que não custe minha saúde mental. Seria a Geração Z preguiçosa ou lúcida?

 Se você perguntar para um gorila: "Em qual ano nós estamos?", ele vai te responder "nós estamos ai, cara!". E, na correria do dia a dia, esbarramos com um parente que vai dizer também: "A nova geração não quer saber de nada!". Mas o que está rolando de verdade? O que gorilas e primos podem trazer para nós, jovens céticos? 


Primeiro, vamos as hipóteses: 1. A geração Z é preguiçosa; 2. Millennials e Baby boomers são chatos!; 3. O sistema está em pedacinhos. 

1. A Geração Z é preguiçosa.

Vamos falar a verdade: a Gen Z virou o pior pesadelo dos chefes e autoridades do mercado. Ela tem sido a pioneira em questionar as alas mais tradicionais das empresas, onde o rito de passagem é crucial. Primeiro, você entra como um estagiário e deve estar disposto a tudo, para conquistar seu reconhecimento. Conforme os cargos vão passando, sua autoridade permite que gradualmente, faça como os seus próprios chefes ao mesmo tempo que respeite a linha tênue da submissão (oops! a linha tênue do respeito*). É o famoso "manda quem pode, obedece quem tem juízo". 

Quando os mais jovens entram nesse esquema, a dinâmica está em xeque. Os gestores encaram cada vez mais questionamentos que são vistos como insolência e falta de ética profissional. "Por que preciso fazer isso agora?", "Por que preciso fazer isso dessa maneira?" e a hesitação em cumprir ordens diretas, sem reclamações, resultam em uma reputação péssima para os recém-chegados. Para os de alto escalão, a produção deve ser mais pragmática. Focar no necessário e priorizar a entrega, antes mesmo de contestar. 

2. Millennials e Baby Boomers são chatos!

Se você olhar no espelho retrovisor, voltar umas décadas atrás, vai dar de cara com uma geração que encontrava honra ao trabalhar. A profissão te definia como pessoa, personalidade e emoções. A lógica era linear e quase religiosa: ser contratado, vestir a camisa da empresa, engolir uns sapos e em troca, conquistar estabilidade, uma linda progressão de carreira; e agora você é uma pessoa de bem. 

E no final de contas, onde tudo isso foi parar? 

O tempo passou, as incertezas aumentaram. Para o jovem brasileiro do século XXI, casa própria virou sonho de princesa e a aposentadoria, uma lenda urbana. Entretanto, a cobrança é a mesma dentro do escritório, no meio de tantas propostas e reuniões. Isso quando se consegue uma vaga em escritórios. 

Colocando na balança, o trabalho virou exclusivamente necessidade: perdeu a parcela do conforto que poderia proporcionar, mas ainda faz parte da rotina do homem de maneira central. A Geração Z não podia estar mais perdida!

3. O sistema está em pedacinhos.

Espera ai! Segura essa fita. Será que o problema não é maior do que isso? A verdade nua e crua está, especificamente, no rompimento de um contrato social. Todo o estilo de vida que funcionava para os nossos tios e pais, hoje em dia encontra-se triturado pela mudança no mercado de trabalho. Nem uma epidemia da preguiça, e nem conservadores cafonas. 

Há uma mudança filosófica acerca da sociedade. Não se vive mais para trabalhar, mas procura-se trabalhar para viver. O que está na moda é conseguir ler um bom livro, praticar esportes legais e sair com as pessoas que você ama. Parte disso surge sim, da falta de recompensa material que o emprego te oferece nos dias atuais, com o poder de compra cada vez pior e propostas de empregos complicadas. Fenômenos como a nova "uberização" ou a pejotização forçada (onde você tem as obrigações de um funcionário, mas nenhum direito) são desanimadoras. Trabalhar duro já não garante estabilidade; com sorte, garante o pagamento do aluguel do mês e, com azar, uma receita de tarja preta na gaveta da cabeceira.

No fim das contas, talvez lucidez seja o termo certo para essa nova gente. Eles entendem perfeitamente o que traz a música do Rubel "Mantra", que usa uma fala do Tim Maia (ele mesmo!) e personifica o gorila para mostrar que a competição e a corrida contra o tempo não estão na sua natureza. O importante é o presente que pode ser vivido. Mas ainda assim, valorizar e escutar o que os mais velhos dizem, enriquece nossa forma de ver esse mundo tão maluco. E se os devaneios da existência apertarem mais uma vez, o jeito é respirar fundo e lembrar da sabedoria do nosso querido primata: a gente só 'está ai, cara!'

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Quando a Copa começa, todo mundo é brasileiro. Para onde vai essa união quando o jogo acaba?

Copa do Mundo chegou e, misteriosamente, o grupo da família que até duas semanas atrás estava brigando por conta de política começou a se encher de figurinha da Seleção. E agora, até a sua vó que usa dentadura vira técnica de futebol enquanto o tio chato do pavê só sabe falar dos velhos tempos de Ronaldo Fenômeno. 

Essa é a Copa do Mundo, o grandioso acontecimento que faz até as pessoas que não gostam de futebol pararem por 90 minutos para ver a seleção jogar, comemoram quando ganham, choram quando perdem, mas, juntos nos dois casos. E é aí que surge a pergunta: por que conseguimos nos reunir para comemorar um gol, mas temos tanta dificuldade de nos unir para resolver os problemas desse país? Para onde vai essa força? Por que todos se separam? 


O que é curioso, é como tanta gente ama a ideia de Brasil, mas nem sempre demonstra o mesmo carinho pelo Brasil real. O Brasil da escola pública, do ônibus lotado, dos artistas, dos trabalhadores e das pessoas que mantêm esse país funcionando todos os dias. De repente, ele vira o "Bostil" e fazem parecer que o culpado é o povo, como se o problema fosse intrinsicamente o povo brasileiro.

Essa visão de que tudo é culpa da própria população e de que o coletivo teria falhado, ainda mais quando vem dos próprios brasileiros, mostra como o Brasil não é simplesmente um povo único que age sempre em prol de um símbolo.

Darcy Ribeiro, no livro “O Povo Brasileiro” aborda o Brasil como diferentes povos, com culturas diferentes. Pra ele, não existe só Brasil, existem os chamados “Brasis” convivendo todos juntos dentro de um território enorme. No fundo, ainda unidos por um senso de pertencimento.


Mas afinal, o que é esse povo brasileiro tão diferente que ainda se enxerga como uma coisa só?

Esses “Brasis” não são países diferentes, mas grupos diferentes que experimentam o país de uma perspectiva diferente. Para Darcy, existe o Brasil crioulo, marcado por centros urbanos e pela forte presença de cultura afro-brasileira; o Brasil caboclo, que é a mistura entre indígenas e europeus, muito presente na Amazônia e em regiões mais fechadas, difíceis de serem atingidas; o Brasil sertanejo, é o povo que sofre com seca, é resistente e luta pra sobreviver no interior; o Brasil caipira, ligado ao interior do Sudeste e Centro-Oeste, marcado pela vida rural por tradições antigas; e o Brasil sulino, influenciados fortemente pela Europa. São todos marcados por histórias, costumes e desafios diferentes que geram uma divisão muito grande as vezes.

O que a copa faz, no fundo, é unir esses “Brasis” de tempos em tempos sob um mesmo símbolo com um mesmo objetivo, mesmo na pior fase.  É como se, apesar de tantas diferenças, tantos problemas e tantas discordâncias, algo ainda fizesse esse conjunto de gente se reconhecer como um único povo. 

Mas aí fica a pergunta: Por que essa força some quando queremos melhorar de fato o país ou lutar por condições melhores de trabalho como no caso da escala 6x1?

O problema é que isso volta só quando é conveniente, quando tudo que se precisa fazer é torcer para ganhar o jogo e ficar por alguns dias se segurando em um símbolo forte que é a seleção brasileira no futebol. Depois disso, os “Brasis” se separam e voltam a discutir os mesmos problemas sem conseguir se unir em torno de uma luta.

Talvez o mais perigoso seja acreditar que essa união deixa de existir.

A cada quatro anos, ela simplesmente volta e todo mundo se junta. Os "Brasis" se encontram, compartilham o mesmo símbolo, comemoram as mesmas conquistas e o país para pra ver o futebol rolar. É essa façanha que temos que repetir, parar o país por um mesmo objetivo.

A copa prova que somos capazes de se unir.

A questão é: Por que aceitamos que essa união dure apenas noventa minutos?


segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Procrastinação na adolescência: Por que é tão difícil começar? (Parte 2)

 8) Dê espaço para o lazer sem culpa

Descansar não atrapalha, descansar sustenta. Momentos de lazer equilibram seu sistema emocional, reduzem o estresse e renovam sua motivação. Eles garantem que você não chegue esgotado nas atividades mais difíceis. E no fim das contas, equilíbrio é uma das armas mais poderosas contra a procrastinação.

9) Crie uma rotina

Ter um rotina é uma das formas mais eficientes de vencer a procrastinação, o planejamento auxilía muito nesse processo. Comece simples, como definindo horários básicos para acordar, estudar, descansar e fazer suas outras tarefas. Essa estrutura dá expectativa ao cérebro, reduz a ansiedade e evita o "não sei por onde começar". Com o tempo, tudo fica mais automático e o ato de procrastinar vai perdendo o espaço.

Para finalizar, têm mais algumas coisas que são importantes de lembrar:

  • Você não precisa esperar a vontade aparecer para começar. Ela raramente chega assim do nada, na vida real, é a ação que cria motivação, não o contrário. Então, às vezes, basta dar aquele mini passo inicial, mesmo sem estar 100%, para o resto fluir.
  • Comparar o seu ritmo com o dos outros é uma armadilha silenciosa. Cada pessoa aprende, produz, sente e vive de um jeito completamente diferente. O que funciona para alguém pode não funcionar para você, e tudo bem. Seu tempo não é atraso, é apenas o seu tempo.
  • Errar, travar, tentar de novo, isso faz parte do processo de qualquer pessoa. A procrastinação não desaparece como um passe de mágica, mas você pode sim reduzir o impacto dela. E isso já é uma vitória enorme.
  • E claro, seja gentil com você mesmo. Autocobrança excessiva não te deixa mais produtivo, ela só aumenta o peso, o medo e o ciclo de adiantamento. Se tratar com mais leveza não é preguiça, é maturidade emocional.
No fim das contas, procrastinar não faz de você alguém incapaz ou desorganizado, faz você humano. A adolescência já é cheia de descobertas, expectativas, inseguranças e pressões invisíveis. É natural sentir medo, cansaço ou dúvida diante de tudo isso. Mas, passo a passo, com estratégias simples e consistentes, é possível construir uma rotina mais leve, consciente e equilibrada. E quando você percebe, as coisas começam a fluir, não porque você virou alguém perfeito, mas porque aprendeu a se entender, se respeitar e agir no seu próprio ritmo. E é isso que no fundo, faz toda a diferença.