quarta-feira, 10 de novembro de 2021

A arte Neandertal


Cercados de mistérios sobre suas origens, os Neandertais, espécie de hominídeos que é anterior, mas que também conviveu com os Homo sapiens há milhares de anos, são, na verdade, mais hábeis do que muitos pensam.

Por muitos anos os cientistas e historiadores nos deram uma perspectiva de que a espécie Homo sapiens era totalmente superior aos Neandertais, pois os feitos desses seres ainda eram desconhecidos. Contudo, recentemente esse estereótipo foi quebrado por um conjunto de achados encontrados na Europa.

No ano de 2019, foi encontrado na Caverna do Unicórnio, em Frankfurt, na Alemanha, um osso do tamanho de uma peça de xadrez entalhado com linhas na diagonal. Muitos contestaram a possibilidade do pequeno entalhe estar relacionado aos Neandertais, mas feito o teste de radiocarbono*, ficou provado que o adereço pertencia realmente a um Neandertal.



Além disso, na Espanha, mais especificamente da região de Málaga, foram encontradas pinturas em cavernas datadas de mais de 65 mil anos, provando a afeição dos Neandertais pela arte. As artes presentes na caverna foram elaboradas em diferentes períodos, afastando a hipótese de que surgiram de processos naturais. Os hominídeos mostram certa organização na hora de realizar as pinturas, já que havia diferença de textura e composição entre os resquícios avermelhados no interior da caverna.



Estamos em constante evolução sobre o conhecimento de nossas origens. A cada dia que passa descobrimos coisas novas sobre nossos antepassados, saber disso, nos dá, uma sensação de conforto e ficamos eufóricos com as descobertas. Que possamos descobrir mais sobre esses seres e fiquemos sempre ligados a nossas origens, pois isso é motivo de alegria e satisfação de saber mais e mais.


*Curiosidades:
  • O teste de radiocarbono é um método de datação radiométrica que usa o radioisótopo de ocorrência natural carbono-14 (14C) para determinar a idade de materiais carbonáceos até cerca de 60 000 anos.
  • Os Homo sapiens só surgiram há cerca de 40 mil anos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Testes de personalidade

 

Colocar padrões nas coisas é um hábito que todos temos. Gostamos de entender o mundo, encaixar pedaços da realidade em caixas controláveis. Ora, se buscamos controlar desta forma tudo que é exteriorde compostos químicos a linguagemcomo poderíamos não voltar esta ansiedade analítica para nós mesmos?

Pois é isto que fazemos. Criamos formas de classificar as personalidades humanas, explicar os comportamentos e maneiras com que interagimos com o mundo.

Desde muito tempo atrás, sociedades olharam para o céu e, à medida em que se conhecia mais sobre os astros, fazia-se com que as estrelas refletissem nós mesmos. A astrologia é uma prática comum e historicamente importante para muitos povos.

Atualmente, vemos esta categorização tornando-se cada vez mais popular. Testes famosos de personalidade, ao lado de formas mais tradicionais como a astrologia, ganham espaço nas redes sociais.

É possível ter a si mesmo encaixado em um de várias classes de características que pretendem-se como limpas e claras. Contudo, muitos criticam estas ferramentas, alegando que possuem uma ambiguidade que facilita a identificação.

Entre os testes e modelos de personalidade emergentes, temos o eneagrama e o MBTI - Myers-Briggs Type Indicator.

O eneagrama é um modelo de nove arquétipos no qual cada pessoa possui um principal e outro complementar. Já o MBTI trata-se de um modelo de dezesseis arquétipos, cada um com dois subtipos.

Muitas pessoas e mesmo culturas inteiras dão muita importância a esses modelos de personalidade, às vezes com exagero. Na esquete do canal Porta dos Fundos intitulada Mapa Astral, vê-se a sátira com os signos do zodíaco, mostrando que é um tema relevante para a nossa sociedade:

Falando de música, temos as nove faixas do álbum Atlas: Enneagram, por Sleeping at Last, que descrevem, cada uma, um dos nove arquétipos do eneagrama.

A nossa vontade de nos colocarmos nestas caixas talvez esteja relacionada a nossa vontade de encontrarmos um lugar na sociedade. Na trilogia Divergente, por Veronica Roth, os jovens de uma sociedade pós apocalíptica devem se encaixar, com base em suas personalidades, em uma de seis facções para tornarem-se adultos. 

Muitos criticam estas ferramentas de teste e agrupamento por serem pseudocientíficos, outros encontram neles significado. A psicologia, por outro lado, fornece um caminho mais racional para esse entendimento. 

No final, os testes parecem preencher nossa necessidade de nos entendermos e sentirmos que pertencemos a pelo menos um grupo de pessoas semelhantes.

sábado, 23 de outubro de 2021

Dinos - Um tema apaixonante

 


Além de serem os temidos pré-históricos que desapareceram a milhões de anos, os dinossauros podem ser um tema que cativa muitas crianças e adultos, tendo em vista uma relação mais profunda.

Acredito que essa relação é a gratidão e a admiração, pois muitas pessoas encontram conforto nos dinossauros. Pode até parecer estranho já que estamos falando de animais extintos, mas é a mais pura verdade, falo isso com convicção, pois sou uma dessas pessoas. 

Esse interesse intenso é muita das vezes importantíssimo para a formação de uma pessoa, esse amor facilita a aprendizagem, por exemplo, a leitura, uma criança ou até mesmo um adulto aprende a ler com mais facilidade quando está lendo algo de seu interesse. Eu, por exemplo, aprendi a ler aos cinco anos, pois tinha um livro de dinossauros e aquilo era muito mágico e acabei “mergulhando de cabeça”.

Para mim os dinossauros foram muito importantes, com eles meu repertório se tornou amplo e minha criatividade se aflorou muito. Pensar neles me da sensação de nostalgia e amor, me faz lembrar do quando eu me divertia quando era uma criança com coisas simples e de como evolui por me interessar pelo assunto. Não penso neles como seres terríveis como muitos pensam, penso como seres que me acompanharam na infância.

Os dinossauros são um tema apaixonante que nos incentiva a pesquisar, estudar e soltar a criatividade. Começar a estudar ou  fazer qualquer outra coisa por um tema importante para você pode dar um “empurrão” naquilo que procura.


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Minissérie: A língua inglesa na fala jovem brasileira

    


  

Parte da nossa língua cotidiana é formada por palavras que não são exatamente portuguesas, ou seja, não surgiram "naturalmente" no idioma nem vieram diretamente do latim. Todas as línguas mudam e se influenciam, não é coisa só nossa. 

Atualmente, porém, vemos, na fala informal brasileira, especialmente a das novas gerações, uma alta taxa de vocabulário vindo do inglês. Eu afirmo isso como uma pessoa jovem que utiliza, ao falar a minha língua, palavras da outra.

O inglês também tem a sua cota de empréstimos. Apesar de ser uma língua germânica, boa parte de seu vocabulário é de origem latina. Em 1066, os normandos, povo da França, invadem a Inglaterra, influenciando a língua e trazendo esse vocabulário. Neste caso, foi mais uma imposição do que um empréstimo.

As influências de uma língua sobre outra distinta podem estar ligadas a acontecimentos culturais, históricos e tecnológicos. 

Temos muito vocabulário árabe, por exemplo, por conta da presença histórica dessa etnia em Portugal e Espanha.

Falando em tecnologia, temos muitas palavras inglesas relacionadas à informática. Há palavras como clique, já absorvida formalmente à língua, e outras, como switch, ainda não formalizadas. Ambas, click e switch, sofreram adaptações.

No inglês, muitas palavras terminam em consoantes — som de “k” /k/ em click e “tch” /ʧ/ em switch, por exemplo. Na nossa língua, contudo, existe um problema: a maioria das palavras termina em vogal e isso pode ser uma grande dificuldade para nós ao pronunciarmos palavras inglesas. Percebe-se que, por conta disso, adaptamos a pronúncia, colocando uma vogal e, assim, adicionando uma sílaba a mais. Note, neste vídeo comparativo do canal Chris Gringo, nomes como Outback e McDonald's e a adição de "i":

A presença do inglês se faz presente nos artefatos culturais que perpassam áreas da tecnologia. É o caso da música Meu Colorista da banda Supercombo. Nela, são utilizados termos relacionados à edição de filmes como storyboard e frame com a mesma adaptação nos sons ao fim das palavras: 

Na canção, também há o termo “dropar”. Neste caso, temos não só adaptações na pronúncia mas também na morfologia da palavra, na qual é adicionada, à raiz do inglês drop, a terminação “ar”, marcando o termo como verbo para nós brasileiros.

Esta influência é ainda mais forte na população jovem, que está ligada ao processo de utilização de novas palavras e renovação da língua. Assim, a fala jovem é uma das que mais utiliza palavras do inglês cotidianamente, ainda mais considerando a inserção em ambientes de rede social e cultura globalizada.


sexta-feira, 16 de julho de 2021

Conflito de gerações


A ideia de geração pode ser entendida como dois conceitos distintos: Geração como grupo etário ou geração como grupo de pessoas nascidas num determinado ano ou período de tempo.

Geração também pode significar pessoas que sucederam os seus pais. Para alguns estudiosos da sociologia, geralmente as gerações mudam de 20 a 25 anos. Nos últimos anos, com avanço da tecnologia e novos estudos, estima-se que a duração de uma geração esteja reduzida para 10 anos.

Após uma postagem na rede social Twitter, tivemos um grande "conflito" entre as gerações Y (millennials) e Z (gen Z). A discussão durou alguns dias e foi muito comentada na mídia brasileira, aparecendo nas redes sociais, programas de televisão e em matérias de jornal.

Muitos hábitos da geração do milênio foram criticados, como o gosto por café, as calças skinny, a loucura por boletos e a paixão por Harry Potter e Friends. Os tweets sobre o tema foram para os trending topics, fizeram muitos memes do assunto.

Foi uma situação engraçada, muitos millennials se sentiram profundamente atacados com as "críticas" e serem considerados crienges pela geração Z. Cringe não tem uma tradução exata mas é algo associado a vergonha alheia.

O termo surgiu na internet em meados de 2020, embora seja algo voltado para o entretenimento, a palavra expõe o conflito geracional que existe na sociedade, desafio presente também com as gerações mais velhas. 

Com essa grande diferença comportamental, de hábitos e valores os problemas como os de relacionamento e de conflitos de comunicação acabam surgindo.

Como a sociedade precisa de uma boa relação com os cidadãos de todas as idades, segue uma reflexão: Até onde é positivo essa diminuição de tempo entre uma geração e outra? 

Também podemos nos questionar até onde o avanço da tecnologia realmente aproxima as pessoas? Ao invés da internet trazer mais contato e fazer as pessoas valorizarem a experiência dos mais velhos, ela pode trazer constrangimento e deboche de práticas que foram sim muito importantes para gerações passadas.



quinta-feira, 24 de junho de 2021

Crianças e as telas




A nova geração tem um contato muito grande com os aparelhos eletrônicos. Muitos pais usam as telas como objeto de barganha ou recompensa para os pequenos, incentivando ainda mais o contato de crianças menores de seis anos com celulares, tablets, tv's, etc.

Existe um limite muito rígido sobre o tempo em tela para especialistas da Academia Americana de Pediatria. Para eles, até os seis anos, os pequenos só podem ter um tempo de até uma hora em frente às telas. Quando o tempo é maior que este, começa a ser prejudicial para o desenvolvimento das crianças.

O uso excessivo do celular pode causar muitos malefícios no crescimento dos pequenos como problemas de visão e audição, falta de sono, dificuldade para concentração, enfraquecimento da memória, alterações de humor e problemas cognitivos.

Também podemos adicionar à nossa lista, a obesidade infantil. Mundialmente, cerca de 40 milhões de crianças com menos de 5 anos estão com obesidade ou sobrepeso, segundo a OMS, em 2020.

Quando as crianças ficam muito tempo em contato com as cores brilhantes e os barulhos das telas, costumam achar o mundo real tedioso, entrando num limbo de entretenimento e tédio muito rápidos. Desta forma devemos sempre buscar maneiras diferentes de entreter os pequenos, invente brincadeiras e peça paciência ao seu filho, ele precisa entender que existem momentos em que ele deve se comportar.

Os pais também devem ter um controle sobre os pequenos. Muitas vezes parece mais fácil simplesmente utilizar o celular ou o tablet como babá, porém, uma alternativa diferente poderia ser encaixada nessa situação. Entregar um brinquedo ou giz de cera, incentiva a criança a brincar e estimular a criatividade.

Crianças precisam ser crianças mesmo na era digital, as brincadeiras e a imaginação precisam ser estimuladas pois fazem parte da melhor época da vida.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

A importância da literatura para os jovens


Os jovens brasileiros não têm o hábito da leitura. Ler chega a ser uma atividade maçante e sem retorno imediato, porém pensar assim é um erro gravíssimo.

A literatura tem uma grande importância para o desenvolvimento dos jovens. Ela expande nosso vocabulário, possibilita o desenvolvimento do pensamento crítico, estimula a criatividade e a imaginação, reduz o estresse, amplia o conhecimento cultural e social, além de ser extremamente prazerosa.

Quando os mais jovens são estimulados a todo momento por telas, redes sociais, games, chats, eles perdem o interesse em tudo que não os prende da mesma maneira. Ainda mais quando eles não são estimulados a ler, a aproximação com o mundo das palavras torna-se cada vez mais distante. A leitura, apenas como obrigação, na maioria das vezes, não desenvolve leitores que sejam apaixonados pelo ato de ler. 

No momento em que a escola torna a leitura algo obrigatório na vida de uma criança, ela vai crescer entendendo que aquilo é seu trabalho, que ele, apesar de não querer, precisa fazer. Não adianta estimular a leitura e não ensinar e demonstrar sobre a diversão que vêm junto a ela. Por isso é importante a escola trabalhar todos os tipos de gêneros literários.

Existe um grande preconceito com os livros de fantasia, porém eles são a porta para a literatura, são divertidos e leves de serem lidos, instigam a criatividade e melhoram o vocabulário da mesma forma que um livro de fatos históricos. Dar de presente o tão famoso Harry Potter a uma criança, faz com que ela descubra mundo novo, de bruxos, dragões, um mundo de novos sentimentos e novas palavras. Possibilita o desenvolvimento do sonho!

Os livros não precisam ensinar apenas fatos históricos, contas complicadas ou grandes biografias. Eles podem trazer muitas reflexões sobre o valor das amizades e do companheirismo, sobre honestidade, respeito e muitos outros valores imprescindíveis. Os jovens precisam perceber a importância disso, pois ler não é uma obrigação ou um trabalho, é reflexão, é paixão e sabedoria!

Na realidade, o problema não é que os jovens não gostam de ler, eles apenas estão, a todo momento, cercados de tantas informações e sem o verdadeiro estímulo para a leitura, que eles não dão o devido valor ao ato de ler. Isso não é um problema que não tenha solução, os livros precisam ser democratizados para todos e precisamos que os adultos e as escolas estimulem a leitura, façam com que os jovens esquecem esse julgamento errado da literatura e abram essa porta tão importante para eles próprios.